A pressão da Associação Movimento Agentes Fortes de Minas Gerais (AMAF-MG) sobre a cúpula do sistema prisional mineiro voltou a ganhar força nesta semana dentro da Cidade Administrativa. Representando a entidade, o presidente Júlio Costa esteve novamente no local cobrando respostas diretas de integrantes do alto escalão do DEPEN-MG e denunciando o que classificou como “blindagem institucional” para esconder problemas graves dentro das unidades prisionais do Estado.
A principal cobrança foi direcionada à chefe de gabinete Ana Luíza Silva Falcão. Segundo a associação, esta já seria a segunda vez em que a servidora não atende presencialmente representantes da entidade. Em ocasiões anteriores, a justificativa teria sido home office. Já nesta data, segundo a AMAF-MG, a chefe de gabinete ainda não havia sequer comparecido ao local no momento da tentativa de reunião.
A entidade afirma que o silêncio e a ausência de respostas têm revoltado servidores e aumentado a sensação de abandono dentro do sistema prisional mineiro.
“Chega de maquiagem. Chega de esconder problema debaixo do tapete. O servidor está adoecendo, as denúncias estão chegando e ninguém quer responder nada”, afirmou Júlio Costa em vídeo gravado na própria Cidade Administrativa.
A AMAF-MG também esteve no gabinete de Christian Vianna, superintendente de integração, onde apresentou documentos considerados extremamente graves envolvendo denúncias de boicotes internos, perseguições administrativas e supostas movimentações para impedir investigações dentro do DEPEN e de unidades prisionais mineiras.
Segundo Júlio Costa, a Associação não aceitará mais o que chamou de “jogo de empurra institucional”.
“Quando o servidor procura respostas, ninguém aparece. Quando leva documentos graves, tentam se esconder atrás de cargos e burocracias. Mas nós vamos tornar tudo público. O sistema prisional mineiro precisa ser investigado profundamente”, declarou.
A entidade afirmou ainda que novas denúncias deverão ser divulgadas nos próximos dias, acompanhadas de vídeos, documentos e relatos de servidores que, segundo a associação, estariam sofrendo retaliações internas.
A coluna procurou posicionamento oficial dos citados até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
E, conforme apurado pelo próprio Júlio Costa, há sim, alguém trabalhando na cidade Administrativa. Confira o vídeo à seguir:

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