Um dos casos mais polêmicos envolvendo fiscalização ambiental no país ganhou novos contornos após denúncias graves feitas pelo responsável por um criadouro de primatas.
Segundo ele, trata-se do único criadouro legalizado de macacos do Brasil, agora no centro de uma operação que, em sua visão, ultrapassa os limites da lei e entra no campo da perseguição institucional.
“Existe uma máfia de fardas tentando destruir minha imagem e acabar com um trabalho sério”, afirma.
Imagens mostram estrutura ampla e animais em boas condições
Fotos obtidas pela reportagem revelam recintos estruturados, com:
- Espaço adequado para movimentação
- Estruturas de madeira para estímulo natural
- Ambiente protegido e organizado
Os animais aparecem ativos, com pelagem íntegra e comportamento aparentemente saudável.
De acordo com o criador, os primatas recebem alimentação frequente, variada e acompanhamento constante.
“Estão tentando destruir o único criadouro legal do país”
A principal acusação do responsável é direta: "Há uma tentativa deliberada de desmoralização pública, pressão para encerrar a atividades e informações estariam sendo distorcidas.
Ele afirma ainda que construiu o criadouro dentro da legalidade e que sempre buscou atender às exigências dos órgãos ambientais. “Querem acabar com o único criadouro legalizado do Brasil. Isso não é fiscalização, é perseguição”, reforça.
Denúncia de abuso e ação fora dos limites
A defesa do criador sustenta que o IBAMA teria desrespeitado decisões judiciais, atuando de forma arbitrária, excedendo o poder de fiscalização
Há ainda relatos de episódios considerados estranhos, como falhas recorrentes de internet sempre que equipes do órgão atuam no local.
Vilson Zarembski não mede palavras ao definir o que está enfrentando: uma rede de agentes públicos que, sob o pretexto de fiscalização, estaria atuando para denegrir sua imagem e destruir seu legado. Segundo o criador, as ações recentes do IBAMA não são técnicas, mas sim ataques deliberados de uma "máfia" que ignora ordens judiciais e utiliza o aparato estatal para asfixiar o único criadouro que opera estritamente dentro da lei.
"Estão tentando acabar com o que é legal para abrir caminho para irregularidades", afirma a defesa, sugerindo que o rigor aplicado exclusivamente ao Zarembski levanta suspeitas sobre os reais interesses por trás das constantes investidas.
Excelência Comprovada vs. Narrativas de Gabinete
Enquanto relatórios oficiais tentam pintar um quadro de irregularidades, a realidade física do criadouro — registrada em fotos e vídeos — mostra um padrão de excelência internacional:
-
Recintos de Alta Performance: Viveiros amplos, seguros e higienizados.
-
Nutrição de Elite: Os animais recebem oito refeições diárias diversificadas, resultando em saúde plena e pelagem brilhante.
-
Vínculo e Adaptação: Exemplares como a fêmea do Recinto n° 40, tratada com carinho particular, demonstram que o bem-estar ali vai além do protocolo; é uma missão de vida.
O que diz o processo: versão oficial aponta irregularidades
Apesar das denúncias, documentos oficiais apresentam outra narrativa.
Conforme consta no processo :
- A autorização do criadouro foi revogada após decisão judicial definitiva
- O IBAMA aponta funcionamento irregular da atividade
- Foram registrados autos de infração por maus-tratos
- Há menção a privação de água e problemas no manejo
- O órgão relata dificuldade de acesso ao local durante fiscalizações
Também há registros de apreensão de dezenas de animais e abertura de novos processos administrativos.
Disputa vai além do criadouro
O caso expõe uma tensão maior:
De um lado, um criador que afirma ser legalizado, cumprir regras e estar sendo perseguido. Do outro, o órgão ambiental que sustenta irregularidades graves, risco à fauna e necessidade de intervenção
A denúncia de uma suposta “máfia de fardas” eleva o tom do conflito e coloca em xeque a atuação de agentes públicos. Se confirmada, seria um caso grave de abuso de poder.
O criador relata abalo emocional profundo e sensação de impotência diante da situação.“Estão acabando com tudo que construí”, desabafa.
O que está em jogo não é apenas um criadouro.
Mas a credibilidade da fiscalização ambiental, o limite da atuação do Estado, o futuro da criação de animais silvestres no Brasil
A reportagem segue acompanhando
O caso ainda terá desdobramentos judiciais e administrativos.
Enquanto isso, a pergunta que fica para as autoridades e para a opinião pública é: por que o único criadouro legalizado do Brasil está sendo tratado como o maior inimigo do meio ambiente? A destruição do Criadouro Zarembski não seria apenas a falência de um negócio, mas a vitória de uma "Máfia de Fardas" sobre a legalidade e o cuidado real com a fauna.
A Rede Ultra continuará acompanhando este caso de perto, exigindo que o direito à ampla defesa e a verdade sobre as condições dos animais prevaleçam sobre interesses escusos de grupos instalados dentro das instituições de fiscalização.
Para denúncias e informações adicionais, entre em contato com nossa redação.

Comentários: