Belo Horizonte, 10 de abril de 2026
Hoje, por volta das 16h43, o presidente da Associação da Segurança Pública de Minas Gerais – Movimento Agentes Fortes (AMAFMG) retornou ao Ministério Público, em Belo Horizonte, conforme já havia anunciado ao longo da semana.
E não voltou de mãos vazias.
Foram protocolados novos documentos graves, robustos, com indícios concretos e provas que apontam para supostos crimes dentro de unidades prisionais do Estado.
Documentos que, segundo Júlio Costa, simplesmente não chegaram — ou não quiseram chegar — às mãos da SEJUSP.
E aqui começa o problema.
A própria SEJUSP respondeu oficialmente à Associação por meio de ofício, alegando encaminhamento do caso da Penitenciária de Patrocínio ao NUCAD. Um caso que envolve servidores — inclusive membros da direção — em possíveis relações com empresas privadas, Conselho ligado ao Tribunal de Justiça local, além de indícios de comercialização irregular em fábrica de blocos e uso indevido de materiais da unidade prisional.
A resposta? Burocrática. Fria. Superficial.
A AMAFMG levanta uma suspeita grave:
ou estão tentando minimizar os fatos… ou há alguém sendo deliberadamente enganado dentro da própria estrutura da Secretaria.
Mas isso tem prazo de validade.
Porque agora, com os novos documentos protocolados, as versões vão ser confrontadas — e a verdade, inevitavelmente, vai aparecer.
Júlio Costa foi direto:
“Não temos medo de ameaça.”
E não é discurso vazio.
Relatórios como o NR-485 já apontavam, ainda em 2025, a existência de pelo menos três células estruturadas de corrupção, envolvendo:
-
servidores
-
presos
-
e familiares de detentos
Tudo produzido pela própria Superintendência de Inteligência.
E aí vem a pergunta que não quer calar — e que agora ecoa em toda a Polícia Penal de Minas Gerais:
Por que esses relatórios não geraram as providências necessárias?
Pararam onde?
Foram segurados por quem?
E, principalmente: a quem interessa esse silêncio?
Os reflexos dessa omissão já são visíveis.
Casos como o de Uberaba, onde há denúncias de relacionamento entre diretor de unidade e preso ligado ao PCC, escancaram o nível da crise.
E o que revolta a categoria não é só a denúncia.
É o fato de que:
foi apurado… e não deu em nada.
A AMAFMG deixa claro:
Não há espaço para omissão.
Não há espaço para maquiagem institucional.
E, principalmente, não há espaço para acobertamento.
A Associação seguirá firme no combate às ilegalidades, venha de onde vier.
E manda um recado direto:
Aos que tentam intimidar membros da Associação com ataques pessoais, difamações ou ameaças veladas:
Se não devem, não temam.
Mas se cruzarem a linha — responderão criminalmente.
Seguimos ao lado da maioria dos servidores da segurança pública:
honestos, comprometidos e que não aceitam mais serem associados a um sistema que insiste em falhar.
Mais de 220 mil acessos em 30 dias mostram que a sociedade está acompanhando.
E agora, mais do que nunca:
não dá mais pra empurrar pra debaixo do tapete.
ASSISTA NA ÍNTEGRA:

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